terça-feira, 7 de setembro de 2010

Mensagem extraída do Livro "O Espírito da Verdade", psicografado por Francisco Cândido Xavier.


                                                             Foto de D. Clélia Rocha                                             

                                                               Deus te abençoe

Logo após fundar o Lar “Anália Franco”, na cidade de S. Manuel, no estado de S. Paulo, viu-se D. Clélia Rocha em sérias dificuldades para mantê-lo.



Tentando angariar fundos de socorro, a abnegada senhora conduzia crianças, aqui e ali, em singelas atividades artísticas. Acordava almas. Comovia corações. E sustentava o laborioso período inicial da obra.


Desembarcando, certa noite, em pequena cidade, foi alvo de injusta manifestação antiespírita. Apupos. Gritaria. Condenações.


D. Clélia, com o auxílio de pessoas bondosas, protege as crianças. Em meio à confusão, vê que um moço robusto se aproxi-ma e, marcando-lhe a cabeça, atira-lhe uma pedra.


O golpe é violento. O sangue escorre. Mas a operosa servidora do bem procede como quem desconhece o agressor.


Medica-se depois.


Há espíritas devotados que surgem. D. Clélia demora-se por mais de uma semana, orando e servindo.


Acabava de atender a um doente em casa particular, quando entra senhora aflitíssima. É mãe. Tem o filho acamado com meningite e pede-lhe auxílio espiritual.


D. Clélia não vacila. Corre ao encontro do enfermo, e surpre-endida, encontra nele o jovem que a ferira.


Febre alta. Inconsciência. A missionária desdobra-se em des-velo.


Passes. Vigílias. Orações. Enfermagem carinhosa.


Ao fim de seis dias, o doente está salvo. Reconhece-a envergonhado e, quando a sós, beija-lhe respeitosamente as mãos e pergunta:


– A senhora me perdoa?


Ela, contudo, disse apenas, com brandura:


– Deus te abençoe, meu filho.


Mas o exemplo não ficou sem fruto, porque o moço recuperado fez-se valoroso militante da Doutrina Espírita e, ainda hoje, onde se encontra é denodado batalhador do Evangelho.

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